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Descolado ou mal-educado?

12/04/2018

Estamos vivendo uma era onde muitas mudanças estão acontecendo, e sempre digo isso, pois não há como fugirmos dessa realidade.
 
Tenho acompanhado o movimento de vários jovens que possuem propósitos sinceros de mudar o mundo, de fazer algo melhor, mais sustentável e, inclusive de enriquecer rápido - muito mais rápido do que seus pais, talvez tenham conseguido.
 
 
Suas mentes não param de ter ideias, prototipar, checar, validar, “pivotar”, fracassar, levantar, tentar sem nunca parar. Acho sensacional isso de não se importarem com o “não”, de cair e levantar na mesma rapidez. Eles têm um jeito descolado, no qual não cabem muitas formalidades, apenas o desejo de fazer, de tornar real. Entretanto, noto que a percepção de postura e ambiente, por vezes, não é o forte de alguns.
 
Não posso dizer que isso pertence apenas a esta geração. Sempre existiu e sempre existirá. Abordo este ponto como sugestão para o aprimoramento pessoal no sentido de dizer que, assim como podemos melhorar o mundo, podemos melhorar também a nós mesmos.
 
Adoro esse jeito “nem aí” do pessoal jovem e me coloco dentro desse grupo, algumas vezes. Mas, sinceramente, penso que existe espaço para compreendermos mais a nós mesmos e prestarmos mais atenção aos que nos cercam, não apenas para gerarmos um bom aplicativo, que beneficiará milhares de pessoas, mas para sermos agradáveis com quem está à nossa volta.
 
Outro dia estava lendo uma história dessas que recebemos no whatsapp e lá dizia que não temos paciência e nem tampouco respeito ao próximo. Pensei bastante sobre o assunto. Aí, observando pessoas ao meu redor e ouvindo relatos de outras, percebi quantas pessoas existem que acham que falar palavrão é normal, é “de boas”! Também percebi o quanto isso incomoda outras tantas pessoas.
 
Me considero uma pessoa desencanada com certas formalidades, afinal, entendo que existem diversas formas de comunicação, verbais e não verbais. Mas também entendo que a sociedade julga certas condutas – e olha que odeio que julguem assim como odeio julgar (sou do tipo apaziguadora mesmo). Mas....onde quero chegar com tudo isso?
 
Simples!
 
Acredito que extremos servem como exceção e não para regra. A harmonia está na linearidade, havendo, é claro espaço para os picos e os vales. Exemplificando: falar três palavras e colocar “véio” no final é desnecessário aos ouvidos, cansa; assim como qualquer outro palavrão. Isso nos desvia do foco, inconscientemente, gera um certo descrédito por parecer falta de postura social.
Numa conversa corriqueira, mandar a pessoa se F... não é a maneira mais tranquila para se traduzir o pensamento: não concordo contigo!
 
Luto muito para que prestemos mais atenção às nossas palavras, afinal, elas causam impactos sentimentais o tempo todo, sejam positivos ou negativos.
 
Dominar o uso de nossa língua-mãe assim como o bom uso da entonação de voz e a atenção sincera no olhar podem fazer a diferença para que alguém nos ache muito bacana ou um idiota lunático.
 
Se você quer se relacionar com pessoas, além daquelas que usam seus termos, pense nisso. Para existir conectividade dentro dessa diversidade que é o mundo, é importante sempre mantermos nossa personalidade, sem nunca nos esquecermos que respeito e gentileza cabem em qualquer lugar.
 
Ao ouvirmos uma palavra mal dita, um descaso, isso dói em quem recebe e, um dia, esse alguém pode ser você. Portanto, proponho que prestemos atenção a isso para que as relações interpessoais se tornem cada vez melhores e cada vez mais empáticas.
 
Aviso: A opinião apresentada neste artigo é de responsabilidade de seu autor e não da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software.