Encontrar empresa por:

Ícone TítuloColunas

Compartilhe:

Esperança

02/07/2018

Em clima de Copa, tenho observado várias manifestações em diversas regiões do país. O brasileiro, apesar de toda a situação que enfrenta num país que recebe pessoas de todos os lados de braços abertos, mas não é acolhido por seu próprio governo, ainda enche o peito de ar e sai às ruas para comemorar cada etapa de jogo vencida.
 

Muitos dizem que o brasileiro gosta de festa, gosta de alegria e se distrai por qualquer coisa, inclusive e, principalmente, por jogos de futebol. Não quero entrar neste mérito, então vou ao tema do artigo.
 
Era uma quarta feira, 15 horas, quando começou o jogo Brasil x Sérvia. O Brasil começou jogando de forma tímida, para não dizer ruim. A Sérvia teve melhor desempenho durante os primeiros quinze a vinte minutos do jogo. Pairava tensão e silêncio no ar.
 
Eu estava em casa acompanhando a seleção e, logo depois dos vinte minutos, veio um gol! Eu vibrei e ouvi muitos de meus vizinhos vibrando também. A energia da alegria contagiou o time e ele partiu para cima. O jogo ficou mais interessante, mais dinâmico, como todo torcedor espera, não é?!
 
O placar final foi 2x0 e, logo se intensificaram as vuvuzelas, as cornetas, as bandeiras, os assobios e gritos de empolgação pela vitória de mais uma etapa. Mas, de minha sala, um grito em especial me chamou a atenção e fui para a janela olhar.
 
Era uma criança de seus 10 anos, moradora da casa em frente à minha. O garoto vestia camisa amarela e shorts verde. Tinha em sua cabeça um chapéu alto também verde e amarelo. Devia ser filho único, pois estava sozinho do lado de fora no quintal. Sua alegria era tão grande, mas tão grande, que me chamaram atenção seus gritos de “Vaaaaai Brasil”. Quando me viu na janela, abriu um largo sorriso e gritou novamente, agora olhando para mim: “Vaaaai Brasil!!!!” e soprou longamente sua corneta.
 
Ver a alegria daquele menino em passos que iam e vinham em seu quintal me fez parar para pensar: Ainda bem que ainda há esperança no coração das próximas gerações! Mesmo diante de tantas tristezas, tanto descaso, tanta violência, sem aparente solução, ainda há esperança! E acredito que sempre haverá!!!
 
Crescemos e vamos ficando mais cansados, mais descrentes de que mudanças podem ocorrer e, muitas vezes, vemos como saída apenas o aeroporto internacional. Mas este menino não me mostrou isso naquele exato instante de vitória: ele me mostrou que não devemos desistir jamais, que a esperança se renova a cada instante e que devemos lutar, sim e sempre, pois o Brasil que amamos, com terras férteis, costa rica, clima abençoado, É NOSSO!
 
É nosso o direito de viver em paz, de ser uma nação próspera, forte. É nosso o dever de lutar para que ela seja assim!
Hoje, temos uma nova geração que tem peculiaridades muito diferentes da minha geração. Algumas eu entendo, outras eu questiono, mas com todas eu aprendo, pois acredito que estamos em constante movimento de aprendizagem. E ver a atitude deste menino me deu inspiração para escrever este artigo.
 
Se você pai, mãe, tio, tia, avô, avó tem alguém mais novo, incentive-o a lutar pelas rédeas de nosso país, mostre a ele o quanto podemos ser grandes e fortes; ensine-o a interpretar o hino nacional e a amar a nossa bandeira.
 
Se não cultivarmos nossa história e não lutarmos para construir uma história melhor do que a que estamos vivendo hoje, a esperança deste mesmo menino, daqui a uns 10 anos, também será o aeroporto internacional.
 
E, com isso, as portas de nosso país estarão escancaradas para todos os outros povos, pois restarão poucos brasileiros por aqui. Então, para você que está lendo este artigo, pense nisso e faça a sua parte. Estou fazendo a minha ao mostrar que ainda há esperança.

Aviso: A opinião apresentada neste artigo é de responsabilidade de seu autor e não da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software.