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Quais valores norteiam sua vida?


Ao longo de nossas vidas, recebemos muitas “educações”: de nossos pais; de nossos chefes; das escolas e da vida. Com base em tudo o que aprendemos, formamos nossos valores.
 
Por definição do Wikipedia, “os valores humanos são os fundamentos éticos e espirituais que constituem a consciência humana. São os valores que tornam a vida algo digno de ser vivido: eles definem princípios e propósitos valiosos e objetivam fins grandiosos”. Ao meu ver, em palavras simplificadas, valor é aquilo que norteia nossos atos, nossas condutas. E daí começa a questão: quais valores norteiam sua vida, de verdade? Analise comigo as situações abaixo e reflita:
 
Quando uma mãe ensina um filho que ele não pode levar para casa o brinquedo do amigo, pois não é dele mas, ao se ver frente a frente com um lindo anel esquecido sobre uma mesa em um local público, pega-o para si, qual o valor que norteia o ato dessa mãe?
 
Quando uma pessoa reclama da situação na qual o país se encontra por conta da roubalheira dos políticos, mas deixa de dar R$ 0,10 de troco ou sobe o preço de seu produto, para depois dizer que está dando um benefício ao consumidor no Black Friday ao dar um desconto (que, na verdade era o preço original), qual o valor de honestidade que esta pessoa possui?
 
Quando uma família busca uma praia paradisíaca para veranear e lá deixa suas latinhas de cerveja, pacotes vazios de salgadinho, bituca de cigarros, qual o valor de consciência coletiva que essas pessoas têm?
 
Quando uma cuidadora de idosos deixa uma senhora assada por não trocar suas fraldas, pois essa idosa é mau humorada, qual o valor de cuidado que ela possui?
 
Quando um restaurante serve comida vencida, modificando a data na embalagem para não ter que jogar este alimento fora, pois teria prejuízo por o mesmo não ter sido consumido a tempo, quais valores de respeito, sinceridade e cuidado tem quem gerencia esse estabelecimento?
 
Quando um homem se vangloria de ter uma equipe de mulheres eficientes em seu trabalho, mas não permite que sua esposa trabalhe, em qual valor este homem realmente acredita?
 
Quando, naquele trânsito de fim de ano, um motorista reclama de uma fechada que levou do carro que o ultrapassou pela esquerda, mas, logo adiante, ele próprio corta a fila pelo acostamento, qual o seu real valor cívico?
 
Quando uma pessoa vai visitar outra que está adoentada e, ao sair, fica perguntando aos familiares como está a vida financeira deles, qual a sincera preocupação deste visitante com o doente?
Quando você pede ajuda a uma pessoa que diz ser sua amiga sobre algo que não sabe como fazer e ela, mesmo sabendo, não ensina, qual o real sentido da palavra amigo para ela?
 
Talvez as perguntas fossem infinitas sobre este tema, até porque, aprendi que o que importa não são tanto as respostas que damos, mas as reflexões que nos causam as boas perguntas.
 
Mas creio que estas poucas perguntas são suficientes para fazermos uma análise de quais são os nossos reais valores.
 
Digo isso, pois a análise tem que partir de nós para nós mesmos. É muito fácil julgarmos, atirarmos a primeira pedra no telhado de vidro do vizinho, afinal, isso não dói. Contudo, assumir que, muitas vezes, os valores que pregamos não são exatamente os que praticamos, isso sim pode doer, pois nos causa reflexão.
 
E uma vez que temos clareza de determinadas coisas, só nos resta decidir o que fazer com isso: mudar ou fazer de conta que não é verdade.
 
Como acredito que somos seres em constante lapidação, proponho que façamos uma reflexão sobre quais são nossos reais valores; quais são os que norteiam nossas vidas, sob qualquer circunstância, não importando se existe alguém olhando ou não. Só assim poderemos nos conhecermos e nos aprimorarmos como seres humanos para que nossa estadia nesta Terra não seja em vão.


A opinião apresentada neste artigo é de responsabilidade de seu autor e não da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software.